BPC / LOAS
Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem ter direito ao BPC/LOAS pela via da deficiência — não existe um "BPC específico para autismo", mas sim o BPC comum, cujos critérios o TEA pode preencher dependendo do grau de comprometimento e da situação de renda da família.
A lei considera pessoa com deficiência, para fins de BPC, quem tem impedimento de longo prazo — em geral, dois anos ou mais — de natureza física, mental, intelectual ou sensorial que, em interação com barreiras diversas, pode dificultar a participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. O TEA, a depender do grau de suporte necessário, pode se enquadrar nesse conceito.
Isso vale tanto para crianças quanto para adultos com TEA — o BPC não tem limite mínimo de idade quando o critério é deficiência, diferente do critério de idade avançada (65 anos), que é outra porta de entrada para o benefício.
Tem um filho ou familiar com TEA e quer saber se há direito ao BPC?
Falar no WhatsAppAlém dos documentos pessoais e de comprovação de renda, é importante reunir laudos e relatórios de profissionais que acompanham o caso (neurologista, psiquiatra, psicólogo, terapeuta ocupacional), detalhando o diagnóstico, o CID, o nível de suporte necessário e como o TEA impacta a rotina, os estudos ou o trabalho.
O INSS realiza uma avaliação social e, quando necessário, uma perícia médica (presencial ou por análise documental), para verificar se o impedimento se enquadra nos critérios legais. Quanto mais detalhada e atualizada a documentação apresentada, menor a chance de uma negativa por falta de comprovação.
É uma situação comum, especialmente quando a documentação médica não detalha suficientemente o grau de comprometimento. Uma negativa pode ser questionada por recurso administrativo ou ação judicial, dependendo do motivo apontado pelo INSS.
Cada situação tem particularidades. Fale com a advogada para uma avaliação real do caso.
Falar no WhatsAppEste conteúdo tem caráter informativo e educacional, não substituindo a análise individual de um profissional sobre o seu caso específico, nem constituindo orientação médica.